B O L E T I M Número 67 de Dezembro 2006 - Ano VI

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O p i n i ã o  

  • A Vós a Razão
  • Colaboradora defende: "Caberá, por isso, a homens e mulheres trabalharem para assegurarem condições de igualdade na construção daquelas competências para o bem de uns e de outros..."

  • Asneira livre
  • Colaboradora revela: "Caracterizo a minha passagem pelo INESC Porto como francamente positiva, pois aprendi muito, cresci e amadureci um pouco mais quer a nível científico, profissional e até mesmo pessoal".

  • Galeria do Insólito
  • Será que o Natal é sempre sinónimo de amizade e fraternidade? O BIP recebeu a prova de que nem sempre é assim... Ora veja!

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E D I T O R I A L


ESCOLA DE ENGENHARIA FEUP, INSTITUTO PRIVADO SEM FINS LUCRATIVOS

A divulgação recente do relatório/estudo da OCDE sobre o ensino superior em Portugal gerou reacções desencontradas. Mas algumas das sugestões avançadas, que adivinhamos estarem no cerne das discórdias, não nos são estranhas e não nos causam arrepios.

O sector da actividade científica em Portugal sofreu uma enorme transformação desde meados da década passada, quando se juntaram dois factores: uma assunção do discurso da ciência pela comunicação social (e pela sociedade) e uma orientação política esclarecida, que introduziu os conceitos de avaliação e responsabilização e organizou o sistema em Unidades (de Ciência reconhecidas pela FCT).

Ficámos, portanto, com uma situação semi-clarificada o que, muitas vezes, quer dizer nada clarificada. A par de um sistema estruturado, que presta contas do que faz, auditável, dotado de índices de eficiência e produtividade, subsistiu um sistema arcaico, opaco, sem avaliação, não auditável e irresponsável (porque não presta contas do que faz): a actividade de ensino.

A cultura INESC Porto entrelaça-se na avaliação e na responsabilização até porque o seu figurino de instituição privada, sem fins lucrativos não permitiria a sobrevivência de outro modo. Desta cultura emergem factores que associam produtividade a prémios de desempenho e que mapeiam o perfil de actividades com as recompensas. A instituição orienta-se por planos que concretizam objectivos estratégicos e existe uma cadeia de comando reconhecível e efectiva. Contra os prognósticos tremendistas dos cépticos, o modelo afirmou-se a ponto de ter melhores índices científicos que os encontrados nas Escolas que não organizaram a investigação desta forma e faz entrar no sistema de ciência financiamentos oriundos de fora do Estado.

A investigação está estruturada na forma de Unidades de Ciência. Falta estruturar o ensino na forma de Unidades Didácticas. Será demasiado revolucionário pensar numa reorganização da FEUP como holding, detendo uma participação maioritária (ou a 100%) numa Escola de Engenharia privada, sem fins lucrativos, gerida a la INESC Porto?

Acreditamos que este seria um modelo de imensas virtudes. Estará a ideia adiantada para o seu tempo? De uma coisa estamos seguros: já esteve mais, o seu tempo vai chegar.





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