B O L E T I M Número 69 de Fevereiro 2007 - Ano VII

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O p i n i ã o  

  • A Vós a Razão
  • Colaborador questiona: "Estaremos a sofrer de preconceito e não confiamos em cidadãos deficientes, apesar de todos os estudos indicarem a sua grande motivação pessoal, o seu baixo absentismo e da sua boa integração social e qualificação académica?"

  • Asneira livre
  • Colaboradora afirma: "Congratulo o INESC Porto e todos aqueles que fazem parte desta organização pelo excelente ambiente de trabalho que encontrei, e faço votos sinceros para que assim continue! Esta é, no meu entender, a melhor forma de trabalhar e de obter os melhores resultados".

  • Galeria do Insólito
  • Já olhou bem para o boneco? Qualquer semelhança com a realidade não é pura coincidência...

  • Biptoon
  • Mais cenas de como bamos indo porreiros...

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A  V Ó S  A  R A Z Ã O


A excelência de uma instituição

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Por Mário Ricardo Henriques *

Uma instituição de excelência deve, em última instância, ser excelente. Não se pode ser excelente se não for excelente em toda a linha.

No espaço/tempo que gentilmente me cederam gostava de aflorar um tópico, em que devemos melhorar para sermos de “facto” e em cada dia mais excelentes. Devemos ter orgulho, mas não adormecermos à sombra de um título ou de um reconhecimento.

Qualquer entidade económica tem responsabilidades para o meio  em que se insere: responsabilidades ambientais, culturais, económicas e sociais. Uma instituição como a nossa, com o perfil financeiro que a define (privada sem fins lucrativos) e a classificação de excelência obrigam-na a um exemplo e a uma obrigação perante a sociedade de nível ainda mais elevado.

O aspecto que refiro em concreto prende-se com a integração de pessoas deficientes. (Pessoalmente eu detesto esta palavra, pois rotula de imediato a pessoa por oposição a pessoas “eficientes”, mas é a palavra que temos).

Se em Portugal há, segundo os censos mais recentes (2001), cerca de 6.1% de pessoas com deficiências, a maioria das quais invisuais, era legítimo pensar que a nossa instituição não marginalizaria estas pessoas, ou visto do outro prisma, não se auto-exclui do universo das pessoas invisuais. Por exemplo... alteramos a nossa imagem e mudamos as cores, mas continuamos invisíveis. Qualquer pessoa invisual com um cartão nosso na mão não retira qualquer significado dele. Ao nosso vídeo institucional, do qual eu pessoalmente gosto, falta-lhe qualquer coisa... pois falta... para um surdo o nosso vídeo é apenas mais um anúncio. Um deficiente motor na nossa instituição até tem, lá em baixo junto à recepção, uma casa de banho preparada. Mas digam-me, o facto de estar lá em baixo apenas significa que apenas recebemos deficientes motores como visitas?

Dada a percentagem de pessoas deficientes no país e tendo nós actividades de investigação, jurídicas, administrativas, etc., não seria natural, dada a nossa dimensão em recursos humanos, termos cá mais desses nossos concidadãos?

Estaremos a sofrer de preconceito e não confiamos em cidadãos deficientes, apesar de todos os estudos indicarem a sua grande motivação pessoal, o seu baixo grau de absentismo e a sua boa integração social e qualificação académica? Ou por outro lado apenas estamos “invisíveis” e “mudos” porque nós próprios temos alguma falta de responsabilidade colectiva (por reflexo da individual), perante a sociedade? Ou não temos capacidade para cativar essas pessoas para colaborarem connosco?

 *Colaborador da Unidade de Sistemas de Informação e Comunicação (USIC)


 



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