B O L E T I M Número 62 de Maio 2006 - Ano VI

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E S P E C I A L

I - Visita da Comissão Científica ao INESC Porto

UESP vinca posicionamento no mercado

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Nos dias 4 e 5 de Maio o INESC Porto recebeu a visita da Comissão Científica. Para além de nos vir dar excelentes indicações para o futuro, a visita constitui uma espécie de ensaio geral da auditoria que a FCT irá executar, mais no final do ano.

Nos próximos quatro meses, a secção Especial do BIP será dedicada à visita da Comissão Científica e mais concretamente ao trabalho que cada Unidade de I&D teve na preparação da visita. No primeiro “capítulo”, o BIP entrevistou Luís Carneiro, coordenador da Unidade de Engenharia de Sistemas de Produção.

BIP: Que trabalho foi feito para a preparação da Visita?
Luís Carneiro:
Como a lei de Murphy nunca falha, a preparação desta visita coincidiu com um período de muito trabalho associado à conclusão de alguns projectos e à preparação de novas propostas e ainda com deslocação ao estrangeiro de diversas pessoas chave no processo. Isto levou a que esta preparação tenha sido um exemplo de trabalho cooperativo à distância.

A preparação começou com uma reunião que juntou o maior número possível dos investigadores mais seniores e onde se afinou a estratégia para esta visita. Na reunião foi definido o programa da visita da Comissão Científica na UESP e foi distribuído o trabalho a realizar. Este trabalho decorreu com trocas de informação por email e telefone com os que estiveram fora do Porto, e através de contactos pessoais quando possível.

Foram preparados alguns posters da Unidade e de projectos, e um conjunto de apresentações que estruturaram os principais temas debatidos.

Foi preparada uma apresentação sobre a actividade e posicionamento global da Unidade, principais resultados obtidos e objectivos para o futuro, a que se seguiram apresentações sobre as quatro áreas onde se tem feito trabalho científico mais relevante: Redes de Cooperação Empresarial, Optimização de problemas de planeamento e escalonamento, Optimização de problemas de cortes e empacotamentos, e Logística Interna. Naturalmente foi dado um maior destaque às actividades de investigação da Unidade.

BIP: Que imagem de conjunto, de Unidade deram à Comissão Científica?

L.C: A primeira apresentação tentou mostrar a Unidade de forma global, focando a sua missão, posicionamento no mercado, principais áreas de actuação e serviços prestados.

Foram apresentados os principiais resultados obtidos, incluindo aspectos como o volume de actividade, tipo de projectos, número de publicações, número de orientações, recursos humanos, etc.

Foram ainda apresentados os objectivos e estratégia para os próximos anos, com especial destaque para a estratégia científica.

Toda a apresentação foi estruturada em torno de um slide que foi construído para esta sessão e que apresenta a relação entre as principais áreas de actuação da Unidade e os tópicos de investigação que as suportam.


BIP: Que apresentação foi feita? E que objectivos tentaram cumprir?
L.C: Após a apresentação inicial foram realizadas apresentações que tentaram estruturar a apresentação e a discussão sobre cada uma das quatro áreas onde se tem centrado a actividade científica da Unidade.
Cada uma destas apresentações transmitiu uma visão integrada da área de trabalho, incluindo uma definição da área, visão, principais tópicos de investigação, questões de investigação, projectos realizados, recursos humanos, resultados obtidos, interacção com as outras áreas, potencial de valorização e objectivos para o futuro.

Visão para o futuro
Confrontado com a visão esperada para o futuro, Luís Carneiro defende que: “para conseguirem competir, as empresas nacionais terão de focar a actividade nas suas competências chave e inserir-se em redes colaborativas que lhes permitam oferecer produtos mais complexos e responder de forma dinâmica às oportunidades de mercado. Neste contexto as empresas deverão adoptar estruturas organizativas mais flexíveis e melhorar as suas práticas de gestão por forma a reduzir o tempo de resposta e assim, melhor se adaptarem às exigências do mercado. A inovação de produto e de processo e a melhoria contínua deverão ser preocupações constantes. Os sistemas de informação de apoio à gestão terão um papel decisivo neste processo de transformação”.

A Unidade de Engenharia de Sistemas de Produção deverá assumir-se como parceiro das empresas industriais na análise e optimização de processos intra e inter empresariais, na análise de requisitos, definição e selecção de sistemas de informação de apoio à gestão.

A UESP deverá focar a sua actividade científica num número reduzido de tópicos de investigação onde possa ambicionar atingir padrões de excelência, e onde possa dar um contributo relevante para a resolução dos problemas da indústria nacional.

Em termos científicos as áreas a privilegiar serão as Redes de Cooperação Empresarial, Optimização de problemas de planeamento e escalonamento, Optimização de problemas de cortes e empacotamentos.

Novas parcerias estratégicas para a Unidade
Para o coordenador da Unidade, o posicionamento da UESP no mercado foi definido há mais de dez anos mantendo-se ainda actual.

A Unidade de Sistemas de Produção procura desenvolver parcerias estratégicas e de longo prazo com software houses e fabricantes de bens de equipamento, com vista ao desenvolvimento conjunto de novas competências e de produtos inovadores. O alinhamento de actividades inerente a estas parcerias deverá garantir, para as empresas de base tecnológica, o acesso a competências únicas e na vanguarda do conhecimento, e deverá enquadrar a valorização do trabalho de investigação da UESP.

A Unidade tem planos de aumentar o número deste tipo de parcerias a mais empresas nacionais e internacionais.

Numa perspectiva mais científica a UESP tem procurado promover parcerias com entidades de investigação e desenvolvimento de referência, a nível nacional e internacional. Os objectivos principais desta actividade são a troca de experiências, a articulação de programas e projectos de investigação, e o eventual recrutamento de colaboradores com elevada formação e experiência. A Unidade insere-se ainda em redes de investigação que actuam em áreas relacionadas com os seus interesses.



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