B O L E T I M Número 83 de Maio 2008 - Ano VIII

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A S N E I R A  L I V R E


O torneio de futebol do INESC Porto: impressões de um neófito

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Por Alípio Jorge *

Eu comecei a desconfiar que não se tratava de um simples torneio-que-serve-basicamente-de-pretexto-para-se-acabar-saudavelmente-entre-finos-e-rissóis-depois-de-se-ter-corrido-mais-do-que-a-conta quando me convocaram para uma reunião onde um dos tópicos era decidir da contratação de árbitros profissionais.

Como disse? Para quê? É que no ano passado houve muitos protestos com as arbitragens. Ai sim? E depois? A gente só quer dar uns chutos na bola. “A gente” são uns tipos do LIAAD e do CRACS, as novas aquisições do INESC Porto LA.

O segundo reality check foi a publicação do regulamento do dito torneio. Posso confessar que fiquei realmente impressionado. Mas mais fiquei quando o dito regulamento foi alvo de protestos via e-mail do responsável de uma das equipas.

Comecei a achar que algo não estaria a funcionar bem na nossa agremiação focada nas quatro linhas. Mais protestos houve depois de serem constituídos os grupos: que os grupos tinham sido “arranjados” e que o grupo onde estava o LIAAD/CRACS era bem mais simpático. Fiquei muito contente em saber que estava num grupo considerado simpático, até porque não fazia a mínima ideia com quem é que iríamos jogar.

Fiquei menos contente quando o grupo simpático foi desfeito por um cego sorteio que nos colocou aparentemente num grupo feroz, que não estava para brincadeiras. Os tiros via e-mail entre os vários milicianos de outras equipas continuaram, agora com a guerra do “este menino nunca foi do INESC Porto, por isso, fora com ele!”. Já me tinham avisado que esta fase fazia parte do folclore.

Com tantas ameaças, um dos nossos desistiu mesmo antes de começar, que “a coisa era demasiado a sério”. E foi neste espírito de dúvida difusa, completa inexperiência e genuína vontade de dar uns pontapés na bola que iniciámos o torneio, afinal bem mais pacífico do que tanta guerra psicológica faria prever.

A malta é castiça, os árbitros são tipos das outras equipas (mas eu gostei foi do kit carteirinha de apontamentos com cartões + apito e cronómetro que são fornecidos) que às vezes parece que percebem tanto das subtis regras do futsal como eu.

A nossa carreira podia ter sido pior (o nosso objectivo era o de fazer uma figura tipo “lobos” no mundial de rugby), e a nossa equipa lá vai correspondendo, agora pronta para lutar por um lugar cimeiro na liga dos últimos. E, claro, à espera do tal salutar repasto de confraternização com finos e rissóis depois dos futebóis.

* Colaborador do Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão (LIAAD)



 



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