B O L E T I M Número 86 de Setembro 2008 - Ano VIII

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O p i n i ã o  

  • A Vós a Razão
  • Colaborador partilha a experiência que viveu no INESC Porto: "Torna-se muito difícil fazer uma selecção de uma pessoa em especial que mais marcasse o meu tempo de estadia na instituição, visto que todas as pessoas deixaram algum marco histórico. É como se tivesse estado perante muitas caixinhas de surpresa, nunca sabendo realmente o que ia saltar para fora em cada instante..."

  • Asneira livre
  • Colaborador do INESC Porto reflecte: "Na minha terra provavelmente podiam ser um pouco menos rígidos e cá em Portugal (ou INESC Porto) mais concisos."

  • Galeria do Insólito
  • Entre as dezenas de questões e pedidos que recebemos mensalmente no nosso portal, não é de estranhar que encontremos algumas mais invulgares ou insólitas, mas em 2008 ainda nenhuma superou a que se segue.

  • Biptoon
  • Mais cenas de como bamos indo porreiros...

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A  V Ó S  A  R A Z Ã O


Caixinhas de surpresa

Imagem Principal Artigo

* Por Mark Macedo

Revejo o INESC Porto como uma grande instituição onde muitos projectos decorrem em paralelo sobre assuntos inter-relacionados, mas onde a falta de interacção e partilha de informação entre pessoas cria o conceito de pequenos subgrupos que competem entre uns e outros. Isto faz com que pesquisas sobre trabalhos sejam efectuadas vezes sem conta, quando muito provavelmente se encontrem armazenadas numa qualquer estante ou gaveta algures no edifício. Falta assim alguma comunicação entre pessoas da mesma unidade, ou seja a nível horizontal, bem como a nível vertical, ou seja entre unidades.

Os computadores ficam ligados eternamente e não são desligados ao fim do dia, permanecendo em stand-by continuando assim gastar energia desnecessária. O desperdício de papel também é bastante notório, dado que impressões são feitas duas ou mais vezes - ou por esquecimento ou devido a confusão do monte de papel acumulado junto a impressora.

A flexibilidade com o horário de trabalho faz com que as pessoas possam dividir o seu tempo de trabalho como desejarem, o que acho positivo, porque o relógio biológico de cada um funciona duma forma diferente. Ao fim ao cabo a própria instituição fica a lucrar com isto, porque as pessoas sentem um pouco menos pressão e rigidez do sistema. Isto faz com que as pessoas, embora por vezes mais saturadas, tendam a estar mais dispostas a dedicar mais tempo ao trabalho ultrapassando o horário mínimo estipulado por contrato.

Existe algum constrangimento entre as pessoas de se comunicarem entre elas, embora após estabilização do primeiro contacto tudo se torne mais fácil. Comparando isto com um programa de computador, podemos imaginar que falta aquele click inicial para arrancar um programa. Estando o programa em execução, o canal de comunicação está estabelecido e o desenrolar sobre os mais diversos assuntos torna-se fluído como de uma corrente dum rio se tratasse.

Torna-se muito difícil fazer uma selecção de uma pessoa em especial que mais marcasse o meu tempo de estadia na instituição, visto que todas as pessoas deixaram algum marco histórico. É como se tivesse estado perante muitas caixinhas de surpresa, nunca sabendo realmente o que ia saltar para fora em cada instante… Segundo uma famosa frase que surgiu dentro da unidade UESP… You never really know.

Sem dúvida a camaradagem é enorme, como provavelmente muitos concordarão comigo, não é? (Hum Hum)

Obrigado a todos!

* Colaborador da Unidade de Engenharia de Sistemas de Produção (UESP)

O CONSULTOR DO LEITOR COMENTA

É sempre bom conhecer o nosso mundo por olhos alheios, para que escapemos à armadilha da auto-satisfação sem sentido crítico.

O texto acima suscita algumas ideias: a primeira das quais é desafiar o INESC Porto para um programa interno de tomada de consciência da eficiência e desperdício no uso dos recursos. Energia, papel... e o que mais se verá: à atenção da Direcção - e de todos.

A discussão sobre a comunicação entre pessoas é pano para muitas mais mangas - mas nele reconhece-se o choque e adaptação cultural, e também o inevitável carácter mais conservador do norte e do Porto, onde é mais difícil fazer amigos do que em ambientes mais cosmopolitas, é mais difícil entrar nos círculos, mas uma vez franqueada a porta as ligações são mais firmes e leais. Visão estereotipada ou vestígios de verdade?

Sabe bem ver alguém com educação de raiz germânica acabar por se demonstrar adepto de um esquema fluido e sem regra definida... Contágio? Evangelização? Hipnotismo? Como é? You never really know... but we are happy the way we don't know it is.



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