B O L E T I M Número 64 de Julho/Agosto/Setembro 2006 - Ano VI

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E D I T O R I A L


Desesperar com a FCT e o GRICES

A Fundação de Ciência e Tecnologia e o GRICES brindaram-nos este ano com uma decisão que, no mínimo, nos deixou perplexos e cujos efeitos têm que ser ponderados para que seja inevitavelmente revista.

A execução de projectos de investigação e a cooperação internacional são dois pilares da mesma política, e essenciais. É, pois, de saudar a possibilidade, mais claramente enunciada, de englobar grupos estrangeiros nas actividades dos projectos.

É, também, de saudar o esforço de sustentar relações com grupos noutros países (em especial no Brasil) e oferecer um mecanismo de financiamento das deslocações.

O que já é incompreensível é que se fixe a data limite para submissão de propostas a 31 de Agosto.

Nem do lado português nem dos seus parceiros estrangeiros o mês de Agosto é um mês conveniente para discutir e ultimar propostas.

Os professores universitários (o grosso dos proponentes) são obrigados a gozar férias em Agosto. Outros serviços do Estado (presume-se que os Ministérios) permitem o gozo de férias repartidas, mas a Universidade não.

As pessoas que trabalharam com afinco na preparação de propostas, à FCT ou ao GRICES, deram como de costume o seu melhor, sacrificaram-se, amputaram férias e tempo dedicado à família, fizeram-no de boa vontade. Mas não se pode aceitar que o sistema se mantenha.

Obrigar a dedicar o mês de Agosto ao trabalho de preparação de propostas é contraproducente, violento e improdutivo.

E não faz qualquer sentido.


Nota:
Quanto a sistemas informáticos de apoio, é melhor nem falar. A estrutura que a FCT dispõe rebenta pelas costuras e provoca despesas escusadas, desde calmantes nas farmácias até monitores partidos em acessos de frustração. O seu conceito é um profundo equívoco, é virado para os informáticos e não para os utilizadores. Com tantas instituições especialistas em Portugal, Laboratórios Associados que teriam competências para apoiar a FCT, o que se sabe é que nada se sabe, o que se vê é que os utilizadores não são sequer escutados.
A estrutura do GRICES é o email e ignora a outra.
Haja fé que alguém nos leia e compreenda que não temos costume de dizer mal pelo gozo do gesto, queremos orgulharmo-nos do nosso sistema. Afinal, os Regulamentos abrem-no à participação de estrangeiros, mas temos que dar um curso de utilização a cada estrangeiro que o pretende usar.
Vamos rindo e esperando, que é para não desesperar.



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