Número 4 Público / 18 Interno (Maio 2002)
Ficha técnica
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Não há remédio para as mudanças!!  

 

     

 

A propósito das mudanças que se avizinham, chega-nos uma história de mudanças passadas...

"Numa da muitas mudanças em que estive envolvido e não havia carregadores para transportar os móveis (porque já nessa altura tínhamos que economizar), deslocámo-nos ao quarto andar de um dos edifícios para mudarmos os móveis de um gabinete. A tarefa era bastante complicada porque os móveis encontravam-se cheios de papelada e, naturalmente, muito pesados.

Éramos só dois a carregar, os armários estavam fechados, o titular dos mesmos não estava presente e... tínhamos imperiosamente que libertar o gabinete. Assim, lançámos mãos ao trabalho.

Depois de arrumada a papelada e desmontada a secretária, começámos o transporte. Já vínhamos a descer as escadas com o pesado armário a escorregar por cima de umas tábuas lá colocadas quando... aparece o titular!

Irritado ao ver o nosso trabalho, proclamou em voz alta que não devíamos ter mexido no armário sem ele estar presente, porque havia lá coisas importantes que ele tinha que retirar e etc, etc.

Alarmados, deixámos o armário chegar ao patamar da escada e, convencidos que tínhamos estragado algo muito importante, fizemos questão que o titular abrisse o armário para ver o que estava estragado para reportarmos os estragos.

O titular abre o seu armário e, ao ver livros, revistas e demais materiais tombados, procura afanosamente no interior, enquanto nós esperávamos algo expectantes.

Finalmente, retira do interior um frasco de xarope para a tosse (partido) que nos mostra, dizendo que fomos nós os causadores de tamanha tragédia!!!"

Moral da história: Nas próximas mudanças, não aceitamos reclamações sobre xaropes, garrafas de vinho do Porto, rolos de papel higiénico, laxantes... ou outros objectos íntimos de necessidade urgente!

 

E assim vai a nossa administração pública...

 

 

 

Quando um e-mail é respondido em papel de carta...

"Que a Internet foi a paixão de António Guterres, já se sabe. Falar do e-mail ou da arroba fica sempre bem num debate ou entrevista. Mas há quem tenha resistido às inovações tecnológicas e prefira o romantismo do correio em papel. Vejamos.

Um e-mail enviado para a caixa de correio geral da Secretaria de Estado da Juventude pedia, simplesmente, a informação do endereço electrónico do "senhor Secretário de Estado", então Miguel Fontes.

A resposta a esse e-mail chegou, mais de três semanas depois, por correio normal, em papel timbrado da Secretaria, ofício n "x", e dizia basicamente:

"Cumpre-nos informar, em resposta ao e-mail de V. Exa., datado de ..., que o e-mail de S. Exa., o Secretário de Estado da Juventude é...""

in "Portugal Diário"

 

 

   

   GALERIA DO INSÓLITO

   Nesta secção recolhem-se, para a cultura do INESC Porto, experiências insólitas, bem-humoradas ou simplesmente
   interessantes da vida profissional dos colaboradores.
   Se o tipo de relato assim o aconselhar, os intervenientes podem ser referidos por nomes fictícios.
   As histórias podem ser enviadas para
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