B O L E T I M Número 78 de Dezembro 2007 - Ano VII

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  • Colaborador relecte: "A descontracção é sobretudo uma boa forma de relaxar para conseguir pensar “outside the box”, permitindo-nos ter ideias mais inovadoras..."

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  • Colaborador revela: "Um dos mais difíceis e complexos problemas que a Unidade CRACS enfrentou nos últimos tempos, foi tirar uma «foto de família»..."

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E D I T O R I A L

Por três pontos passa um plano estável

O Tripé Virtuoso

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Que o telescópio revolucionou a nossa compreensão do Universo, não merece reparo. À escala cósmica, dotou-nos de olhos: mas nunca convém esquecer que não há maior cego do que aquele que não quer ver.

Galileu viu mais longe porque virou o telescópio para o céu, quando o presumido inventor Hans Lippershey apenas o concebia para espiar o inimigo nas manobras militares. É preciso saber para onde olhar, se queremos ver mais além, mas a metáfora útil de hoje não é essa. Galileu decerto firmou o seu telescópio para executar as observações que o vieram a desassossegar e, para isso, usou um tripé.

Conhecimento, Inovação, Valorização: eis o primeiro tripé do nosso telescópio a haver. Ofereço-vos outro: Ciências, Engenharia e Economia/Gestão, o qual permite uma espantosa correspondência biunívoca com o primeiro.

Estamos em tempo de discutir uma reforma da Universidade. Convém pois espreitar o futuro, usemos o nosso telescópio: a organização clássica separa aquilo que porventura deveríamos juntar, três Faculdades distintas, separadas, isoladas, quando precisaremos de uma dinâmica de fileira.

O INESC Porto é um espaço de criatividade e onde a revolução acontece por via de fingirmos que apenas evoluímos. O nosso segredo tem sido sempre o sermos subversivos q.b. No INESC Porto vem-se construindo a pouco e pouco a cumplicidade que se solidifica no tripé descrito: sólido, âncora de visões mais amplas.

Pudesse a Universidade libertar-se do colete de forças do pensamento clássico e (re)organizar-se, concebendo uma Unidade que estruturasse as Ciências, a Engenharia e a Economia/Gestão numa Escola única, tornando irrelevante os pequenos reinos e poderes locais que sempre serão conservadores e tenderão a resistir a qualquer mudança de paradigma. Formaríamos uma Unidade de projecção internacional inegável, com um potencial de afirmação que, no figurino presente, não se realiza.

Pode o modelo INESC Porto servir de inspiração para uma Universidade arrojada na sua própria transformação?

Esta ideia, este tripé, não é o fim da história, mais haveria que pensar - mas poderia ser o princípio de outra História.



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