B O L E T I M Número 61 de Abril 2006 - Ano VI

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O p i n i ã o  

  • A Vós a Razão
  • Colaboradora confessa: “Trabalhar no INESC Porto está a ser uma experiência muito enriquecedora, uma grande contribuição para o meu crescimento profissional e pessoal...”

  • Asneira livre
  • Colaborador sugere: “Deixo a sugestão de organização de torneios de outras modalidades ou outro tipo de actividades para que todos os colaboradores das diferentes unidades do INESC Porto tenham a possibilidade de conviver....”

  • Galeria do Insólito
  • E se alguém se lembra de enviar um fax para recuperar o seu animal de estimação? Pois, uma das nossas secretárias recebeu um e só se lembrou de mandar para o insólito...

  • Biptoon
  • Mais cenas de como bamos indo porreiros...

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A  V Ó S  A  R A Z Ã O


Mais vale prevenir do que remediar...

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Por Sofia Melo *

Conheci a Dra. Graça Barbosa no Curso de Pós-Graduação em Direito dos Contratos na Universidade Católica, que ambas frequentávamos, no ano lectivo de 2004/2005.

E foi com alguma surpresa que em Setembro recebi, através da faculdade, um email dessa mesma colega do Curso, a solicitar a eventuais interessados o envio do Curriculum Vitae para uma possível colaboração no serviço jurídico do INESC Porto.

Enviei o Curriculum Vitae, fiz duas entrevistas e aqui estou!

- E o que fazem juristas e advogadas no meio de engenheiros?

Muita coisa, e certo é que não há lugar para a rotina!!

Um dos principais objectivos do meu ingresso no INESC Porto passa pela colaboração na implementação do Manual de Propriedade Intelectual, mas deste assunto falarei mais à frente.

O INESC Porto agrada-me particularmente por cumular uma componente mais académica de investigação por alunos de Mestrados e Doutoramentos, com a prestação de serviços e outros tipos de relação com as empresas, até à participação em Projectos Europeus de I&D.

É uma Instituição especializada em engenharia de sistemas e computadores, como o próprio nome indica, mas parece-me (na óptica de uma “outsider” formada em Direito) que consegue extrapolar essas competências e actuar em áreas mais alargadas.

Esta diversidade reflecte-se também no meu dia a dia, no meu trabalho de apoio ao serviço jurídico, onde surgem sempre numerosas situações novas, diferentes e muitas vezes “urgentes” para resolver, o que torna o meu trabalho um constante desafio.

Voltando à Propriedade Intelectual: o INESC Porto pretende apoiar a sua protecção, desenvolvimento e comercialização através da implementação de um procedimento global, actuando a todos os níveis, desde a relação com os seus recursos humanos e demais colaboradores, até aos contratos com terceiros.

Pretende-se premiar e incentivar a inovação alcançada e fomentar a ligação do INESC Porto ao tecido empresarial.

Os Direitos de Propriedade Intelectual são activos de importante valor estratégico das instituições e constituem muitas vezes uma excelente vantagem competitiva.

Esta iniciativa de implementação de uma política da propriedade intelectual parece-me fundamental pois, além de reforçar o património, a imagem e prestigio da Instituição, prevê também mecanismos de prevenção de situações como, por exemplo, um conflito sobre a propriedade de direitos. E mais vale prevenir do que remediar!!

Finalmente, por tudo o que descrevi e muito mais, trabalhar no INESC Porto está a ser uma experiência muito enriquecedora, uma grande contribuição para o meu crescimento profissional e pessoal.


* Colaboradora do Departamento de Informação e Logística (DIL)


CONSULTOR DO LEITOR COMENTA

Sofia,

Se sentes que a tua experiência connosco te valoriza e que a tua presença entre nós contribui para valorizar o INESC Porto, então estás a definir as condições ideais de uma relação de trabalho.

Queremos que com todos o mesmo se passe.

Os teus olhos de “outsider” formada em Direito ajudam-nos a olhar para nós, acrescentam cores ao nosso espectro. E, no que não disseste, intuem-se repostas interessantes.

Que fazem juristas e advogadas no meio de engenheiros, perguntaste retoricamente. Muita coisa, respondeste. E eu pergunto-te: e como te sentes no meio de engenheiros? Quais as reais diferenças de ambiente cultural relativamente a outros meios que frequentaste? E quais as falsas diferenças, quantas vezes resultantes da fixação de estereótipos, que vieste a constatar que não existiam afinal, ou não tinham a proporção que folcloricamente lhes é atribuída?

A tua formação em Direito é muito enriquecedora da nossa matriz cultural. Assim possas compreender também como funciona a cabeça daqueles ou aquelas que foram educados, treinados, eu diria, domesticados, formados por anos sem fim de Escola a pensar de forma produtiva e a só se sentirem realizados quando o que fazem serve para alguma coisa ou é útil ou utilizado por alguém.

Irás dar um rumo à tua vida e não é certo que ele seja em permanência connosco. Mas importa, para nossa satisfação e teu proveito e felicidade, que possas sempre dizer bem do tempo em que aqui conviveste, do período de formação que aqui experimentaste. Será bom que possas sempre dizer bem de nós: com a satisfação de poder falá-lo com verdade e sem concessões à cortesia.



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