B O L E T I M Número 70 de Março 2007 - Ano VII

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O p i n i ã o  

  • A Vós a Razão
  • Colaborador afirma: "Cada vez mais a distância entre as empresas e o mundo Universitário tem de deixar de existir, devemos dizer que quando ainda as outras empresas estão a planear o que devem fazer, já o INESC Porto tem em prática esta máxima."

  • Asneira livre
  • Colaboradora propõe: "Já agora, e isto é dar rédea solta à asneirada, porque não um convívio pensado também para os pequeninos?? Sim, porque nestes últimos anos o INESC Porto tem visto a taxa de natalidade crescer sobremaneira..."

  • Galeria do Insólito
  • Nem sempre o vento sopra a nosso favor... Mas na hora do aperto é sempre possível arranjar uma solução! Ora veja...

  • Biptoon
  • Mais cenas de como bamos indo porreiros...

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E D I T O R I A L


O salto em altura

O INESC Porto foi a instituição do Sistema Científico Nacional com maior participação em projectos europeus do 6º Programa Quadro, quer em número total quer em número de projectos que coordenou/liderou.

O capital de experiência e conhecimento acumulado é importante. Com ele, pode sonhar-se uma participação no 7º Programa Quadro de igual relevo.

A participação em projectos europeus serve-nos de quadro de aferimento da qualidade do nosso trabalho e da medida em que essa qualidade é reconhecida internacionalmente - ninguém quer um parceiro que não acrescente valor a um projecto.

Mas este posicionamento implica uma forte responsabilidade, não só para manter o estatuto de "excelência" alcançado como para o seu reforço.

É preciso, pois, que essa qualidade e esse valor se vertam em outros índices de desempenho. Se o INESC Porto abriga cerca de 80 estudantes de doutoramento, então o ritmo de doutoramentos concluídos deveria estar nos cerca de 25 por ano - o que não ocorre. Deveríamos esperar um número de artigos em revistas por ano perto de um mínimo de 75 (um artigo para estudantes no 2º ano e dois para estudantes no 3º ano) e estamos apenas perto de 50. Deveríamos esperar que cada doutorado orientasse pelo menos um doutorando - o que não se verifica.

Na verdade, a publicação, a orientação, a participação em projectos corresponde apenas a uma fracção do número de doutores reconhecidos como associados ao universo INESC Porto.

Por que razão tal acontece, merece ser reflectido. Que atitude tomar, exige ser ponderado. É certo que o cenário de indicadores do INESC Porto parece numericamente mais favorável do que o cenário na FEUP/DEEC - mas a nossa fasquia deve ser a colocada na altura das com que se medem as instituições mais avançadas internacionalmente. Possivelmente, os acordos com MIT, CMU e UTA vão fornecer impulsos adicionais para que o nível de exigência na FEUP e no INESC Porto evolua e fique mais apurado.

As instituições, como as pessoas, têm que ser confrontadas com as suas responsabilidades - e com as suas obrigações.





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RESPONSABILIDADE: O BIP é um boletim irreverente e não oficial e os artigos e opiniões publicados não pretendem traduzir a posição oficial da instituição, sendo da responsabilidade exclusiva dos seus autores.