B O L E T I M Número 79 de Janeiro 2008 - Ano VIII

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O p i n i ã o  

  • A Vós a Razão
  • Colaboradora confessa: "O primeiro dia de trabalho numa nova organização: novas tarefas, novas funções, novos colegas, e as expectativas… Roer as unhas, arrancar cabelos, crises de ansiedade, cãibras, tiques nervosos...

  • Asneira livre
  • Colaboradora revela: "“Andar em bicos de pés” é, então, uma maneira “simpática” de dizer que me sinto como um “soldado em sentido”, um soldado novato que não quer fazer asneiras durante a sua recruta...

  • Galeria do Insólito
  • É sabido que alguns reconhecem a importância da Gematria e da Numerologia Cabalística, aquela arte (ciência?? rindo...

  • Biptoon
  • Mais cenas de como bamos indo porreiros...

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E D I T O R I A L

A refundação da UP

A via gloriosa

Diz-se que os deuses, no momento da concepção, oferecem aos mortais uma escolha decisiva, se preferem uma vida longa ou uma vida gloriosa.

Estes escolhem e, depois, a alma é massajada, dotada de amnésia e introduzida num sopro no corpo dos infantes. Quando crescem, cumprem o seu destino.

Das Universidades Portuguesas (que é como quem diz, as pessoas) confrontadas com dois cenários, o de manter tudo na mesma ou de correr riscos, muitas optaram por não os correr.

Não é essa, porém, a essência dos vencedores.

Passámos anos a queixarmo-nos dos espartilhos do modelo estatal de gestão, das ineficiências que ele gera, da irresponsabilização dos agentes, da cultura do “como gastar” em vez de “como ganhar”. Passámos décadas lamentando o academismo estéril, a imagem do sábio na sua torre, a dificuldade do relacionamento universidade/indústria. Passamos o tempo todo a chorar a insuficiência orçamental, a escassez de recursos humanos, a incompreensão da sociedade sobre as nobilíssimas missões de que nos auto-incumbimos.

Mas quando a oportunidade de mudar surge, quando se esboça um cenário em que passamos a depender de nós mesmos, em que a nossa (in)competência conta, que escolhemos?

Alguns de nós optámos pelo destino glorioso. É bom estar numa Universidade que assim se define: aceita o risco, porque tem um sonho.

Diz-se que os deuses oferecem aos mortais uma escolha decisiva, se preferem uma vida longa ou uma vida gloriosa.

Quem disse que os conceitos se excluíam?



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