B O L E T I M Número 80 de Fevereiro 2008 - Ano VIII

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O p i n i ã o  

  • A Vós a Razão
  • Colaboradora propõe: "Vamos tentar entender porque é que, salvo raras excepções, cada Unidade do INESC Porto trabalha separadamente, sem qualquer tipo de colaboração com as restantes"...

  • Asneira livre
  • Colaborador esclarece: "Desengane-se o leitor se pensa que as linhas que se seguem são um desbobinar do alto padrão de vida e tecnológico daquele país quando comparado com o nosso...

  • Galeria do Insólito
  • A caixa de correio electrónico do INESC Porto continua cheia de maravilhas inesperadas...

  • Biptoon
  • Mais cenas de como bamos indo porreiros...

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A  V Ó S  A  R A Z Ã O


Vamos virar o INESC Porto de pernas para o ar...

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Por Ana Viana*

...baralhar, agitar, misturar, voltar a pousar e... ver no que isso vai dar?

Vamos tentar entender porque é que, salvo raras excepções, cada Unidade do INESC Porto trabalha separadamente, sem qualquer tipo de colaboração com as restantes, e se isso é benéfico para a instituição, ou não?

Não sendo, vamos pensar na(s) estratégia(s) a seguir para que se criem canais de comunicação mais eficazes entre os pisos “estanques” do nosso edifício (não esquecendo os colegas que estão na Faculdade de Ciências...), que permitam uma maior troca de ideias e de transmissão de conhecimento?

Além disso... Vamos tentar entender qual(quais) o(s) motivo(s) que leva(m) a que haja um reduzido número de publicações em várias Unidades, aspecto tão criticado pelos avaliadores externos? Serão os motivos comuns a todas as Unidades? Será cada caso um caso? Conseguir-se-ão implementar acções que resolvam, ou pelo menos atenuem, o problema?

Não me peçam respostas para estas questões; não as tenho. Lanço, somente, os temas a discussão...

* Colaboradora da Unidade de Engenharia de Sistemas de Produção (UESP)

O CONSULTOR DO LEITOR COMENTA

Obrigado Ana, pelo tema que escolheste para debitar a tua razão. Seriamente, convenhamos: não é muito fácil estabelecer muitas actividades comuns entre as várias unidades porque elas estão especializadas por áreas de aplicação, por mercados, se quiseres.

Por isso, a colaboração ocorre efectivamente apenas em dois casos: quando os projectos são de grande dimensão e de exigência pluri-disciplinar, e quando a colaboração se estabelece por via da existência de um domínio de ciência mais fundamental por parte de algum grupo cujo conhecimento sirva a outro.

Ora é neste último caso que me parece que fazes melhor em pressionar (ou questionar): precisaríamos de melhores processos de animar uma discussão colectiva relativamente a temas transversais e comuns às várias unidades: a optimização, o processamento de sinal, os processos de previsão, o reconhecimento de padrões, o controlo... Para isso te desafio: que se constituam clubes de interesse por temas fundamentais, e que tu animes um deles.

Quanto à existência de núcleos entre nós cujo rácio de publicações em revista é inferior ao desejável, isso também merece um diagnóstico: e porque não um workshop? Há raízes culturais dificilmente extirpáveis, parece. Poderá o mal residir na própria atitude dos doutorados nossos colegas? Na verdade, sem estudantes de doutoramento não pode haver publicações - mas se os supervisores não fixarem a publicação como um objectivo prioritário e não exigirem essa atitude dos seus supervisados (e não oferecerem o seu próprio exemplo), como esperar que as publicações surjam? Talvez devêssemos regulamentar profilaticamente que os bolseiros ficam sujeitos a perder a bolsa se não publicarem, e que as teses não podem ser submetidas se não tiverem sido pelo menos submetidos e aceites artigos primeiro... Porém, como penalizar os supervisores, já que o INESC Porto se esforçou pela via dos incentivos? E, principalmente, que fazer dos doutorados que não supervisam ninguém?

Não me peçam respostas - mas peçam-me, peçam-te que ajudemos a procurá-las.

 

 





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