B O L E T I M Número 82 de Abril 2008 - Ano VIII

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INESC Porto representado no Café de Ciência

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A biblioteca da Assembleia da República acolheu no dia 16 de Abril o “Café de Ciência”, uma tertúlia que juntou à volta das chávenas de café deputados e investigadores, entre os quais o director do INESC Porto, Vladimiro Miranda.

Estabelecer uma ligação mais próxima entre os cientistas e a sociedade, aplicando o conhecimento científico às decisões políticas, era o principal objectivo da tertúlia, que contou com presenças como o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, bem como da presidente da Ciência Viva, Rosália Vargas e da Directora Executiva do ECSITE (Rede Europeia de Centros e Museus de Ciência), Catherine Franche.

Se as linhas de alta tensão ou a exposição aos campos magnéticos são um perigo para a saúde pública foi um dos temas discutidos na tertúlia, sobre o qual o director do INESC Porto se pronunciou: "o primeiro problema de comunicação que existe é que para o campo magnético não importa a tensão a que está a linha, o problema é a corrente. A intensidade do campo nas linhas trifásicas, faça bem ou mal, depende de várias coisas, por exemplo, o afastamento que têm os condutores uns dos outros. Se for menor, o campo resultante é menor, se for maior, o campo é maior.”

Enterrar as linhas de alta tensão geraria “uma catástrofe económica e teria um efeito absurdo de eventualmente aumentar o campo sentido na superfície, por os condutores ficarem a dois ou três metros de profundidade apenas”. E disse ainda que “a distância de 15 a 20 metros de uma linha de 220 kV típica, o campo magnético originado por esta pode ser metade do gerado por um secador de cabelo a 30 cm da cabeça”.
Na sua opinião, o problema dos campos magnéticos das linhas de alta tensão, tal como vem sendo colocado na opinião pública, é totalmente injustificado e não existe qualquer demonstração experimental dos efeitos alarmisticamente anunciados.

Vladimiro Miranda referiu ainda que "a ciência não é uma democracia. Em Portugal, os decisores políticos têm de credibilizar a ciência. Temos de lutar pelo equilíbrio entre a racionalidade e as emoções. Estamos presos a uma facilidade biológica de estabelecer relações causais, até para sobrevivência da espécie", ao que acrescentou que "os estudos epidemiológicos estão a ser endeusados. Estes estudos sugerem motivos de investigação mas só a prova experimental é que determina se existe relação causa-efeito ou não”.

O evento foi organizado pela Ciência Viva em conjunto com o Conselho dos Laboratórios Associados e a Comissão Parlamentar de Educação.



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