B o l e t i m Número 50 de Abril 2005 - Ano IV
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D E S T A Q U E

Serviço de Gestão de Edifícios do INESC Porto

Quem nos trata da casa

No INESC Porto há um Serviço que trabalha na sombra. Já pensou a quem recorre se precisar de desentupir um lavatório, se a luz falhar, se o elevador avariar, se o telefone não funcionar ou se a sua cadeira se partir? Ao Serviço de Gestão de Edifícios, pois claro! O único elemento deste Serviço é Carlos Costa, colaborador do INESC Porto desde 1992, para quem não há tarefas impossíveis, nem sequer difíceis, apenas “tarefas mais complexas pelo volume que envolvem ou pela inconveniência de horários para as resolver”.
 

Da lâmpada ao telefone
O Serviço de Gestão de Edifícios (SGE), cujo director responsável é José Carlos Caldeira, tem a seu cargo todas as intervenções ao nível das infra-estruturas do INESC Porto. Por isso o técnico Carlos Costa considera que o SGE é fundamental para o INESC Porto. “Só este Serviço pode resolver uma avaria ou uma situação urgente”, explica.

Essas situações inesperadas vão desde a simples substituição de uma lâmpada ou de uma fechadura até à resolução de uma inundação ou falha de água, passando por um corte de energia eléctrica, ou de comunicações telefónicas.
 

Conservar é palavra de ordem
Apesar de o trabalho do SGE parecer muitas vezes invisível, todos notaram que o edifício sofreu recentemente diversas reparações ao nível da construção. “Ao abrigo da garantia de construção, foram executadas várias intervenções no interior e no exterior do edifício”, esclarece Carlos Costa.

Entre outras reparações, foram eliminadas as fissuras das paredes e dos tectos; foram pintadas várias salas no rés-do-chão (incluindo o bar); e foi solucionado o problema da entrada de água pela grelha de ventilação da escadaria. Procedeu-se ainda à alteração dos fechos das janelas, sem esquecer o tratamento e lavagem da pedra de granito no exterior do Edifício.
 

Flexibilidade e polivalência
À semelhança do que acontece na maior parte dos Serviços do INESC Porto, Carlos Costa é o único elemento do SGE e não raras vezes necessita de trabalhar fora de horas e ao fim-de-semana. Por vezes, o volume de trabalho é tal que “é necessário pedir ajuda aos elementos do Apoio Logístico do Departamento de Informação e Logística (DIL), admite o técnico.

Entre as tarefas deste Serviço contam-se: a reparação de avarias de equipamentos; a conservação dos vários materiais, fazendo as devidas lubrificações ou até substituição de peças; a alteração, adaptação e mudança de salas; e o pedido, recolha e análise de orçamentos de todos os serviços externos, quando não há possibilidade de as efectuar internamente. De referir ainda a importante tarefa de coordenação e fiscalização das actividade dos prestadores de serviços externos (limpeza, segurança e obras diversas), e ainda a instalação, alteração de linhas telefónicas e recolha das diversas taxações para serem imputadas aos centros de custo respectivos.
 

Relativizar as dificuldades
Questionado sobre as tarefas mais complicadas para o SGE, Carlos Costa considera que não há propriamente tarefas difíceis. “Se atendermos ao grau de dificuldade de as executar, há apenas tarefas mais complexas pelo volume que envolvem ou pela inconveniência de horários para as resolver”, garante.

Carlos Costa assegura que tem sempre o cuidado de efectuar as tarefas de maior amplitude ou que impliquem muito barulho à noite ou ao fim de semana, para não perturbar o trabalho das Unidades. “Este procedimento é por vezes muito exigente para o Serviço de Gestão de Edifícios”, admite.
 

Uma correria e muito stress
E quem pensa que este activo Serviço não responde a desafios, engana-se. “Já tivemos vários desafios, um deles foi a mudança dos vários edifícios José Falcão, Pinheiro e D. Dinis, onde as Unidades se encontravam, para o actual edifício da Asprela”, recorda o técnico. Na altura, foram necessárias muitas obras de adaptação, várias chamadas de ajuda de vários colaboradores. “Bem...foi uma correria e muito stress”, confessa.

Em jeito de conclusão, Carlos Costa afirma que procura responder às solicitações de todos os colaboradores, de modo a garantir um bom funcionamento das instalações em termos de ergonomia e habitabilidade.
 

É bom sinal quando não dão por nós
José Carlos Caldeira considera que o trabalho do SGE é um pouco ingrato, porque é muito diversificado, bastante multidisciplinar, frequentemente imprevisível e pouco visível. “É daquelas funções que, quanto menos se dá por elas, melhor”, reflecte.

O director admite que o Serviço tem, no entanto, um grande impacto no bom funcionamento da instituição e exige uma grande flexibilidade e disponibilidade. “Felizmente, o Carlos Costa, com a sua competência, boa vontade e paciência, tem ajudado a tornar fácil esta tarefa complexa”, conclui.



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