B O L E T I M Número 73 de Junho 2007 - Ano VII

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O p i n i ã o  

  • A Vós a Razão
  • Colaborador sugere: "À semelhança do plano anual de formação deveria existir um plano anual de actividades, desde que estas se insiram num espírito de desenvolvimento do grupo de trabalho".

  • Asneira livre
  • Colaborador revela: "Quando vou limpar os computadores, as respostas dos meus colegas são semelhantes às suas: têm sempre muito que fazer e não podem ceder 10 minutos..."

  • Galeria do Insólito
  • Em todas as instituições há um "tesourinho deprimente" escondido... Ora veja!

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E D I T O R I A L


Mudar de Escala

Esta história apareceu num livro de Murray Leinster, publicado em Portugal com o título “A Nave Sideral”. A um homem foi-lhe dada a tarefa de mover um determinado grão de pó de um local de um laboratório para um certo canto. O difícil estava na especificação: tinha que ser determinado grão de pó, que estava misturado com outros num cone de poeira sobre a tampa plana de um balde. Não podia haver engano, era aquele grão em particular que precisava de ser movido.

O indivíduo ponderou as hipóteses, estudou magnetos que discriminassem o pó de modo a isolar o grão pretendido, imaginou um nanoaspirador que colectasse a partícula, concebeu micromanipuladores dotados de garras que pudessem com precisão seleccioná-la, a fim de a poder movimentar. Esforço inglório. Nenhuma tentativa de isolar o tal corpúsculo se revelou frutífera.

O grão não era suficientemente diferente em propriedades dos outros que o rodeavam, não era suficientemente distinto na sua dimensão ou densidade, nem na cor, nem na rugosidade da sua superfície. Era apenas um grão de pó e a palavra apenas resumia o problema: não podendo discriminá-lo, o homem desistiu e considerou-se vencido.

Terminado o exercício, vieram os funcionários da limpeza. Um deles pegou no balde e, com tampa e pó em cima, mudou-o para o canto da sala. Os grãos de pó foram todos, mas com eles foi o tal, aquele que se exigia que fosse deslocado.

Moral da história: se um pequeno problema não parece ter solução, transforma-o num grande problema e resolve-o com simplicidade.

Assim também têm que se repensar as organizações. Mudar de escala pode oferecer a solução simples dos problemas que são insolúveis enquanto não nos libertamos de restrições – que, muitas vezes, não são reais mas apenas geradas pelas nossas mentes, habituadas a um qualquer espartilho que só tem razão de ser porque decidimos que existia.



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