B O L E T I M Número 63 de Junho 2006 - Ano VI

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E S P E C I A L

II - Visita da Comissão Científica ao INESC Porto

UOSE no bom caminho

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Até Outubro de 2006, a secção Especial do BIP será dedicada à visita da Comissão Científica e mais concretamente ao trabalho que cada Unidade de I&D teve na preparação da visita. No segundo “capítulo”, o BIP entrevistou José Luís Santos, coordenador da Unidade de Optoelectrónica e Sistemas Electrónicos e Ireneu Dias, coordenador adjunto da Unidade.

BIP: Que trabalho foi feito para a preparação da Visita?
Ireneu Dias:
Foram preparados vários posters bem como duas apresentações em Power Point da actividade da Unidade, uma mais geral para toda a Comissão e outra mais pormenorizada para o membro da Comissão de Acompanhamento ligado à UOSE, o Prof. Faramarz.

BIP: Que apresentação foi feita? E que objectivos tentaram cumprir?
ID: Como referido, foi feita uma apresentação genérica das áreas de competência, da infra-estrutura tecnológica e de alguns indicadores de desempenho, para toda a Comissão. O objectivo foi enquadrar em termos gerais a actividade da Unidade de Optoelectrónica e Sistemas Electrónicos.

A apresentação para o Prof. Faramarz visou aspectos mais científicos e tecnológicos e pretendeu validar orientações estratégicas nesse âmbito. Nomeadamente, foram dadas sugestões para o enquadramento da nova infra-estrutura de microfabricação através de parcerias em rede com outras instituições similares. Um aspecto salientado pelo Prof. Faramarz foi a necessidade de estabelecer objectivos bem definidos e tanto quanto possível quantitativos para a avaliação do desempenho da Unidade.

BIP: Que imagem de conjunto, de Unidade deram à Comissão Científica?
José Luís Santos: Procurou-se apresentar a actividade de uma forma integrada, com um mapeamento de projectos e pessoas nas linhas estratégicas da Unidade e do contrato de Laboratório Associado.

BIP: Quais são as visões para o futuro esperadas pela UOSE?
JLS:
Um reforço do desempenho científico, a par de uma valorização económica dos resultados de I&D que permita a entrada em novas áreas científicas e o surgimento de novas lideranças.

BIP: Actividades futuras?
ID: A colocação em funcionamento das novas facilidades de micro-fabricação; o estabelecimento de novas parcerias com vista à constituição de uma Rede na área de instrumentação para as Ciências da Vida; e a atracção de novos doutorados para áreas emergentes.

BIP: Que novas parcerias esperam conseguir para a Unidade?
JLS:
A parceria estratégica empresarial por excelência é a FiberSensing que apesar de não ser nova é recente e tem de ser reforçada e consolidada. Em termos de instituições de I&D, a UOSE espera estabelecer e consolidar parcerias com grupos ligados às Ciências da Vida, na linha da orientação estratégica dos bio-sensores.

Bom trabalho de investigação
No relatório de avaliação que a Comissão apresentou no fim da visita considerou que a UOSE tem capacidades-chave world-class (por exemplo, Estação de Bragg em fibra automatizada e Estação de Redes de Período Longo e Sistema Micro-controlado) e um portfólio forte e bem estabelecido de actividades em sensores de fibra óptica.

Além disso a Comissão destacou que a qualidade da investigação em ambas as áreas de sensores de fibra óptica e óptica integrada é muito alta. Considerou ainda que a Unidade tem um historial estabelecido e reconhecimento internacional na área dos sensores de fibra óptica e acredita que isso também poderá ser atingido na área da óptica integrada, no futuro.

A Comissão realçou também que o nível de talento e o know-how tecnológico e científico nesta Unidade é bastante impressionante. Nos últimos quatro anos, receberam nove patentes pelo seu trabalho inovador. De 2002 a 2005, os membros das Unidades publicaram 68 artigos em jornais e o total de publicações durante este período é de 269. A Unidade é também muito activa nas suas actividades educacionais ao fornecer oportunidades de investigação a muitos estudantes de mestrado e doutoramento.

Desafios para o futuro
Segundo a Comissão, a UOSE tomou uma decisão estratégica certa ao expandir as suas actividades aos sensores químico e biológico, o que é bastante positivo, tendo em conta que os membros da Unidade possuem um conhecimento excelente na área dos sensores de fibra óptica e têm uma apreciação muito boa da direcção futura deste campo.

A Unidade está ao corrente da situação, consciente da concorrência no resto da Europa e no mundo demonstrando um nível alto de inovação no trabalho do grupo. Além disso, o trabalho da Unidade parece estar bem informado e ligado a necessidades de aplicações práticas.

Um dos maiores desafios que a UOSE vai enfrentar é a relativa falta de infra-estruturas necessárias para competir com grandes instituições de investigação à volta do trabalho na área da fabricação integrada e da micro-fabricação que requer uma infraestrutura muito cara e extensiva que não está disponível neste momento nem num futuro próximo.
Isto requer um planeamento cuidado e um esforço de colaboração organizado com outras instituições que tenham este tipo de infra-estruturas de modo a que isso não prejudique o crescimento de um campo tão importante.



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